Após identificação pelo intérprete de uma oportunidade exploratória, é indispensável uma estimativa da economicidade da potencial acumulação. Ela definirá a atratividade daquela área em comparação com outras oportunidades identificadas no bloco exploratório e condicionará a decisão de testar a área com a perfuração de um poço ou abandona-la. Ocorre que no ambiente exploratório o intérprete trabalha normalmente com reduzida quantidade de dados, o que torna muito imprecisa a estimativa de sucesso da campanha exploratória. Mas tambem a torna "maleável".
Porem as empresas tem ferramentas estatísticas para avaliar os diferentes fatores condicionantes de uma acumulação (ex: geração de HC, presença de rocha reservatório e selante, etc) e tentar quantificar o prêmio associado. Uma ferramenta comum é a correlação das características geológicas com a de acumulações conhecidas em áreas próximas. Nossa opinião é de que ao intérprete não cabe ser conservador ou otimista, mesmo diante de "pressões" gerenciais motivadas pela expectativa de que potencias ativos supervalorizados criem um clima favorável à captação de recursos no mercado ou favoreçam farm-outs futuros.
O profissional responsável deve zelar por sua reputação, negando-se a utlizar sua competência para superdimensionar oportunidades exploratórias. Embora incipiente no país, certamente as certificadoras sérias e experientes (e o mercado começa a aprender a separar o joio do trigo) identificarão as propostas sem sustentação técnica e a repercussão para a os ativos da empresa superotimista tambem atingirão a futura credibilidade daquele profissional, isso sem falar na responsabilidade civil associada ao prejuizo imposto aos acionistas por propaganda enganosa...
E a superestimativa de reservas não é privilégio das empresas que buscam crescimento a todo custo... Veja no link acima, reflexões sobre a realidade das reservas árabes !!!
domingo, 22 de maio de 2011
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