Há cerca de 10 anos presenciávamos o que parecia ser um verdadeiro “boom” de implantação de salas de visualização estereoscópica para interpretação volumétrica nas empresas de exploração de petróleo. Os recursos de estereoscopia ativa e passiva utilizados naqueles ambientes , também chamados de salas de realidade virtual, impressionavam por inserir rapidamente o observador no contexto dos elementos volumétricos, como se integrasse o cenário. Não só a interpretação sísmica, mas outras atividades fundamentais para a indústria do petróleo, como a construção de modelos geológicos, visualização do fluxo associado aos processos de EOR, instalações submarinas de produção e recursos de GIS, são exemplos de atividades beneficiadas pelos recursos da realidade virtual.
Porém o tempo passou e hoje tais ambientes não são mais usados no contexto do trabalho cotidiano dos intérpretes, mas principalmente para reuniões de grupos multidisciplinares, por exemplo para propostas de locação, onde a inserção na realidade virtual facilita o entendimento volumétrico, principalmente para profissionais que não são especialistas na área.
Tais ambientes que podem custar até US$ 1 MM, hoje podem ser reproduzidos no Notebook do intérprete, usando software livre e óculos de polaroide, de R$ 2,50...
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